E continuo procurando me encontrar, na busca pela estrela
mais brilhante continuo me perdendo em meio a tantos cometas flamejantes que ao
longe me enganam e me fazem novamente caminhar por caminhos que me perdem.
Continuo a me perder nesta jornada por não saber decifrar diversas mensagens, e
acabo novamente percorrendo os mais tortuosos caminhos que me levam a lugar
nenhum, sinto-me parado no tempo, e num tempo que nem mesmo havia nascido,
encontro-me diversas vezes de joelho, orando por um Deus que parece estar
ausente, mudo... Sinto como se tudo aqui estivesse rindo da minha vida, dessa pobre vida que só sabe andar parado, procurando a estrela mais brilhante que trará uma verdadeira luz em minha vida.
Muitos falam e falam, mas mesmo falando, me parece que nada falam, outros caminham de encontro a mim, penso que seja companhia e logo percebe que é mais uma tentativa de me passarem a rasteira para me deixar no chão. Não vou dizer que sou forte sempre, alguns conseguem realmente fazer com que eu me estatele no chão, aí aparecem outros que me pisam, me chutam, mas sempre aparece alguém para me levantar, triste que essas pessoas que aparecem sempre são as que vão mais rápido, ao menos por um curto espaço de tempo sinto-me acompanhado por um pequeno facho de luz. Luzes de diversas cores e de diversas intensidades, as mais intensas sempre são as que mais machucam e sempre são as que menos quero que desapareçam, mas elas sempre desaparecem.
Minha vida é assim, corro parado em meio a diversas claridades que nunca parecem serem a minha claridade, e sempre fico parado esperando com que uma delas se aproximem mais perto e dei-me uma verdadeira segurança.
Ahhh... Essa vida de certezas porém incertas, quantas vezes falamos algo que não tem nada a ver, porém fazem todo o sentido? Confuso? Sejam bem vindos ao meu mundo, um mundo de confusões e incertezas, um mundo repleto de coisas sem sentido algum e que ainda assim, para mim fazem completo sentido. Essa vida que me deixa perdido entre aqui e lá, entre lá e aqui, entre o ser e o estar, entre o ficar e o partir. Não sei, mas acho que acabei me acostumando com o partir e sempre o escolho, acho que deve ser a falsa segurança de estar sozinho e não precisar confiar e se entregar a ninguém, a falsa e verdadeira segurança que a solidão nos trás e nos mostra.
E no meio de todas essas confusões, aqui estou eu, ainda parado correndo de algo que só posso ver e que sei que provavelmente e com toda a certeza irá me machucar mas que ainda assim, talvez não. E mesmo machucado, repleto de cicatrizes, com feridas ainda por curar continuo torcendo para o não...
Essa será a verdadeira luz, a luz que não me machucará, a luz que irá cicatrizar todas as feridas e que finalmente irá me aquecer em meio a esse inverno com frio rigoroso.
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