E quando faltam palavras, falta fé, falta sentimento?E quando não sabemos quem somos, onde estamos e para onde devemos ir?
Quando nossa vida não faz sentido algum, e todo o sentido que acreditávamos existir, sumiram aos nossos olhos, fugiram do nosso alcance, e continua correndo, tão rápido que faz com que nada faça sentido algum.
E quando tudo o que acreditávamos ser certo, pode nos mostrar um ponto de vista oposto ao nosso, e nossas convicções ficam bagunçadas, fora de ordem?
Dizem que a ordem não altera os fatores, mas como posso dar continuidade as minhas certezas, se as incertezas saltam da mente a todo instante?
É amigo que não é amigo, é amor que não é amor, é mundo que não passa de um espaço de terra...
Estou vivendo num mundo confuso, numa época onde as informações chegam tão rápido que muitos parecem serem totalmente estúpidas, e as que demonstram serem intelectuais, muitas vezes demonstram serem mais estúpidas do que as demais...
Estou perdido num espaço/tempo onde as coisas banais, agora são normais, e as coisas normais hoje são tão anormais que nos fazem parecer ET’s... (ET, CASA!)
Sinto-me como uma foto fora de foco, muitas vezes penso em me enquadrar no meio dos demais, porém não é o que quero, mesmo porque o normal para mim é banal, e ser banal está totalmente fora de cogitação para mim...
Mas fala sério, o que é normal e banal hoje?
Nossas ideias parecem ser tão... Tão... Sei lá, tão pobres!
Sim, pobre... Somos pobres de espírito, pobres de cultura, pobres de amor...
Continuamos dizendo amor para cá, amor para lá, te amo aqui, te amo ali sem nem ao menos conhecer o amor, conhecer o outro, conhecer a nós mesmos... Se não me amo, como posso amar? Como posso amar alguém que não conheço? Se não me conheço, como posso me amar?
Que confuso, são pensamentos totalmente fora de cogitação de respostas?
Ahh... Estou cansado de procurar respostas onde não as encontro, os seres humanos, como dizemos fomos feitos no amor, somos amor... E não sabemos o que é amar?
Se sabemos, esquecemos! Se não esquecemos, fingimos ao menos não saber...
Ou talvez, ele esteja tão no fundo de nós, que nem mesmo nós temos ciência disso, e talvez seja essa a resposta do só damos valor quando perdemos...
Só passamos a entender quando amamos algo, alguém... Quando bate na nossa consciência o “Não poderei mais vê-lo, abraçá-lo, senti lo, e agora?” Em que ponto chegamos, só conhecermos o valor do outro, quando o perdemos. Deve ser por isso que o mundo não faz sentido mesmo, já que todo o sentido do mundo é o amor, e só descobrimos o amor, quando não podemos amar, então não poderemos utilizar esse amor, e aí, o que faremos com todo esse amor que foi jogado fora durante esse tempo e que agora aflorou? Jogamos novamente no fundo de nós, e voltamos as nossas vidinhas medíocres de sempre!
Essa é a humanidade!
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